Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2007

Bibliocleta,Alfonsinha e o druida

Bibliocleta conhecia a história de Salgadinha, porque habitava na fondura da noite onde vivem as estrelas e os sonhos.
Ela conhecia os sonhos de Vicentinho, que se tinha namorado de Salgadinha, e quando ela tivo que deixa-lo na procura da Paz, ele passava o dia a limpar o mar com o seu peteiro e a noite a perseguir a luz da sua estrela. Mas o mar estava tam sujo e a estrela tam longe que Vicentinho terminou esgotado, e foi bater contra umhas rochas da praia de Carnota. Ali mexeu as asas, virou a cabeça, fechou os olhos e morreu. Todo o mundo se entristeceu, e ala no fondo da noite, salgadinha sentiu coma se um lóstrego atravesasse o seu corpo de luz.
Ela, que era a estrela que fazia cumprir os desejos, pediu-lhe ao resto das estrelas, as estrelas do norte, as do sul, as dos árabes e as dos cristãos, a todas as estrelas do ceo e do mar, somentes um desejo: Vida para o seu pâssaro.
Alfonsinha foi a encarregada de levar-lhe aquel bebediço que lhe tinha preparado o druida a Vicentinho. O pâssaro pouco a pouco abriu os olhos, bateu as asas e voou cara o ceu.
Contam as gentes daquele lugar da costa da morte que nas noites claras podem olhar alá no ceo, junto as demais estrelas, duas que formam um par, e que umha delas tem forma de pâssaro.
Alfonsinha e o druida viajam na bibliocleta que guia umha contadora de histórias e vam contando-lhe as nenas e nenos estas e outras muitas histórias para que cuidem do planeta e nom voltem os incêndios, as marés negras ou as terriveis guerras.

Salgadinha,o polvinho e o pâssaro Vicentinho

Salgadinha gostava do cantar do polvinho, ela era em realidade umha estrela fugaz.
Umha nena de Fisterra pediu-lhe um desejo a salgadinha porque era umha estrela que segum contam fazia parar as guerras, a estrela viajou polo ceo e caiu no mar, ali converteu-se numha estrela de mar. Quando escuitava o polvinho, ela deixava-se balançar polo ritmo das ondas do mar.
Um dia apareceu umha terrivel maré negra. O polvinho percebendo o perigo, abraçou a salgadinha e a levou até umhas rochas que por ali havia, mas a maré negra ia pouco a pouco avançando cara a praia, cubrindo todo de preto: a praia , as rochas, os peixes..., foi entom quando chegou Vicentinho, o pâssaro do rio minho, e a levou voando até o rio para nele se lavar. Salgadinha recuperou toda sua luz, ficou eternamente agradecida e continuou a sua viagem na precura da paz.
O polvinho conhecia o resto da história. Um músico contador de histórias levou-no na sua ciclobiblioteca para dar-lha a conhecer a todos os nenos e nenas. Foi daquela que a ciclobiblioteca passou-se a chamar: O polvinho musical.

Eirene e as árvores da paz

Foi num daqueles incêndios que destruiu a fraga das árvores onde aninhava a palavra paz, espalhando-se a guerra por todo o planeta.
Eirene recolheu no seu carrinho todas aquelas bagoas das árvores queimadas, junto com outras sementes que ia encontrando polo caminho. Vicentinho, o pâssaro do rio minho subiu-se à cabeça de um conta-contos que estava chea de pâssaros para guiar a ciclobiblioteca, e juntos voarom de vila em vila e de cidade em cidade contando-lhes contos as nenas e nenos que cuidassem a palavra paz.
Plantavam sementes de liberdade, regavam-nas com justiça e abraçavam-nas com ternura, de ai naciam as árvores da Paz.

A missom das ciclobibliotecas

Por aquele tempo, mulheres e homes trabalhavam e cuidavam a terra, em troca ela, ofereciam-lhes as suas formosuras e frutos. Tod@s viviam em paz e harmonia com os astros e as estrelas, e respeitavam os seus ciclos. O trabalho era duro, mas viviam felizes, e nais e pais contavam-lhe contos as suas filhas e filhos nas longas noites de inverno. Quando chegava a primavera acompanhavam seus trabalhos com canções que eles mesmo inventavam.
Foi entom que acontecerom muitas mudanças que alteravam todo aquel ordem natural. As gentes emigravam às cidades, abandonando campos e montes, porque pensavam iam ser mais felizes, mas em realidade via-se-lhes cada vez mais tristes e ansiosos polo falta de ar puro, exercício físico e boa comida.Chegarom novos inventos aos fogares e as nais e pais deixarom de contar os contos e canções dos avós as nenas e nenos.
Um manto cinzento espalhou-se por todo o planeta. A natureza enfermou, sendo os seus sintomas as mudanças climáticas, terremotos, maremotos, furacans... e fazendo que se propagassem os incêndios, fames, guerras, marés negras...etc.
Havia que atuar, e a esperança estava posta nas nenas e nenos. Para isso juntarom-se as três ciclobibliotecas: Eirene, o polvinho e a bibliocleta. Todo o que recolhiam naquela destruçom, levavam-no nos seus carrinhos, reciclavam-no e lho contavam as nenas e nenos.

Eram tres as ciclobibliotecas: eirene, o polvinho e a bibliocleta.


Eirene era a mais atrevida, habitava na fondura das fragas e era boa amiga de todos os seres que ali viviam, recolhendo as história que eles lhe contavam e que ela guardava num carrinho, para logo contar-lhe-los as nenas e nenos que ia encontrando polo caminho. Quando encontrava algum neno ou nena, levava-@s no carrinho e ali apereciam o pâssaro Vicentinho, a fada fondinha, o lobo garabelos ou a xacia luvinhas.

Logo estava o polvinho, que habitava no fondo do mar, e que sabia todos os segredos do que alá acontecia entre bosques de algas e corais. Ele passava o tempo a cantar, e ao seu canto vinham todos os demais peixinhos acompañados polo ritmo das ondas do mar. Tamém contava e cantava histórias as nenas e nenos que só eles entendiam, porque ainda que tinha aspecto de polvo, somentes era um polvinho, um polvinho musical.

Por último estava a bibliocleta que era a mais tímida, mas era a mais sábia e misteriosa, porque habitava na fondura da noite, no mundo dos sonhos, onde todo é possivel e ninguém o sabe, nem sequer o druida, que conhecia todos os feitiços, mas nom sabia para que serviam, graças que conhecia a Alfonsinha, e ela bem sabia como, quando e onde aplica-los. Sem dúvida, as tres formavam umha grande equipa. Quando chegavam a beira das nenas e nenos, convidava-@s ao mundo dos sonhos e ficavam tod@s enfeitiçados.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Historia de amor

Baixo o teito da ciclobiblioteca coñecéronse Aroa e Alfonsiña. Unha contoulle á outra de cómo un druida dun bosque de Allariz aprendeulle a ler; a outra moi contenta deulle unha merenda de bicos e sentouna a mirar as carreiras.